segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Obama não suspende o bloqueio a Cuba


Contrariando os que acreditavam numa maior distensão do novo Governo dos EUA com relação a famigerada política de embargo contra Cuba (vide posição na última Assembléia da OEA), Obama resolveu por manter a aplicação da lei de Regulação de Controle dos Bens Cubanos, de 1917. Desde 1963 esta norma tem sido utilizada contra Cuba e outras nações tidas como inimigas dos interesses norte-americanos. Na prática hoje sua prorrogação atinge tão somente a ilha socialista caribenha, visto que todos os outros países não estão mais classificados como componentes da lista de rogue states.

O maior problema é a persistência de B. Obama na continuidade de confronto com o Direito Internacional, que veda a extraterritorialidade de regras nacionais, como é o caso do bloqueio.

Pior, contraria 17 resoluções seguidas da Assembléia Geral das Nações Unidas que repetem ano após ano o seguinte texto: "Necessidade de pôr fim ao bloqueio econômico, comercial e financeiro, imposto pelos EUA a Cuba".

Além de ser algo reprovável do ponto de vista do concerto das nações, a manutenção da medida tão somente reforça o poder de um pequeno grupo de exilados cubanos que vivem no sul dos EUA e que é conhecido pela tradição de ligação com negócios escusos.

Da mesma forma, sacrifica por mais ao menos um ano toda a população cubana que há mais de 40 anos vive as agruras de ser unilateralmente sancionada por outro país por sua escolha de se guiar conforme sua própria autodeterminação política.

Calcula-se que mais de US$ 700 milhões anuais são perdidos por Cuba em razão da manutenção do bloqueio.

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