sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Obama e o escudo antimísseis - uma no cravo, outra na ferradura

Seguindo uma agenda de política externa contraditória (anúncio de retirada de tropas do Iraque - reforço de soldados no Afeganistão; decisão de não vetar resolução da OEA pela revogação da expulsão de Cuba - renovação do embargo) o presidente Obama anunciou o fim do plano megalomaníaco de criação de um escudo antimísseis na Europa.
É uma decisão geopolítica importante, com vários acenos: à Rússia, de que não continuará com a política de hostilidades contra o país, ao Irã, ao qual dá um crédito com relação às afirmações de seus dirigentes quanto a seus planos nucleares; a Israel, demonstrando um minus na tutela militar que promove em sua defesa; e ao restante do mundo, por retirar de pauta uma decisão de alto teor belicicsta.
É preciso, entretanto, acompanhar atentamente qual será o plano a suceder o projeto cancelado.

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